Existe uma nova realidade econômica que irá ditar os rumos dos próximos 50 anos, os governos buscam cada vez mais proteger ecossistemas inteiros de produção, inovação, talento, infraestrutura e dados que geram vantagens econômicas e tecnológicas de longo prazo.
O poder estratégico deriva não apenas do que um país produz, mas de sua capacidade de moldar e sustentar os ecossistemas que viabilizam essa produção.
A questão crucial para as empresas não é mais onde existem oportunidades, mas sim se os governos permitirão que essas oportunidades existam.
A globalização não está chegando ao fim, mas está sendo reorganizada em torno de uma nova realidade na qual a segurança nacional molda cada vez mais os termos da abertura econômica.
Nesse cenário emergente, o poder estratégico deriva não apenas da posse de ativos, mas da capacidade de moldar, sustentar e controlar os ecossistemas que geram vantagens tecnológicas e econômicas.
Isso é diametralmente oposto a ideologia liberal.