O QUE É FATO NO CASO VARGINHA
Vamos ser justos.
Fato:
→ houve relato de três jovens;
→ houve repercussão nacional;
→ houve reportagem na TV;
→ houve investigação militar;
→ existe IPM arquivado;
→ o caso virou símbolo cultural de Varginha;
→ existem livros, documentários e ufólogos falando disso há décadas.
Tudo isso é real.
Mas isso não prova alienígena.
O QUE NÃO ESTÁ PROVADO
Não está provado:
→ que havia criatura extraterrestre;
→ que o Exército capturou um ET;
→ que Bombeiros capturaram um ET;
→ que hospitais receberam um ET;
→ que a Unicamp analisou um ET;
→ que militar morreu por contato com ET;
→ que os EUA levaram corpo;
→ que existe vídeo verdadeiro do ser;
→ que NASA sabe algo sobre Varginha;
→ que a negativa oficial é acobertamento.
Isso é o ponto.
O caso existe.
A prova alienígena não.
A FRASE MAIS IMPORTANTE
“Não explicado” não significa “alienígena”.
Repete:
→ não explicado não significa alienígena;
→ estranho não significa alienígena;
→ testemunha sincera não significa alienígena;
→ documento militar não significa alienígena;
→ morte trágica não significa alienígena;
→ reportagem antiga não significa alienígena;
→ muita gente falando não significa alienígena;
→ cidade explorando turismo não significa alienígena.
Significa apenas que uma história cresceu.
E cresceu muito.
O QUE ESSA CRENÇA FAZ COM A CABEÇA DA PESSOA
Ela treina a pessoa para pensar mal.
Simples assim.
A pessoa aprende a raciocinar assim:
→ se confirma minha crença, é prova;
→ se nega minha crença, é acobertamento;
→ se não tem evidência, é porque esconderam;
→ se alguém pergunta, é mente fechada;
→ se alguém desmente, faz parte do sistema;
→ se a fonte é fraca, mas ajuda, serve;
→ se a fonte é forte, mas atrapalha, não serve.
Isso não é busca da verdade.
Isso é defesa de crença.
É o mesmo mecanismo usado por:
→ curandeiro;
→ guru;
→ coach picareta;
→ seita;
→ vendedor de milagre;
→ negacionista;
→ conspiracionista;
→ charlatão de internet.
Muda o tema.
O truque é o mesmo.
EXEMPLO BEM SIMPLES
Imagine alguém dizendo:
→ “Meu vizinho tomou chá de folha e curou câncer.”
Você pergunta:
→ “Tem exame? Tem médico? Tem laudo? Qual tratamento ele fazia junto?”
A pessoa responde:
→ “Você é muito fechado. A medicina não quer que saibam.”
Percebe?
É o mesmo padrão.
Agora troca o chá por ET.
→ “Uma menina viu uma criatura.”
→ “Tem corpo?”
→ “Não, o governo escondeu.”
→ “Tem laudo?”
→ “Não, apagaram.”
→ “Tem prova?”
→ “Tem testemunha.”
→ “Testemunha prova ET?”
→ “Você é arrogante.”
Mesma lógica.
Mesma armadilha.
COMO RESPONDER A ESSE TIPO DE FIO
Não precisa brigar.
Só pergunta:
→ Qual é a prova física?
→ Onde está o laudo independente?
→ Quem guardou o material?
→ Qual hospital confirmou?
→ Qual universidade confirmou?
→ Qual documento oficial diz que era ET?
→ O IPM confirma ou nega?
→ O Ministério Público confirmou ou arquivou?
→ NASA ou AARO afirmam que UAP é alienígena?
→ O que exatamente esse link prova?
A pessoa vai tentar fugir.
Vai falar de outra coisa.
Vai dizer que “tem muita coisa”.
Vai falar de governo.
Vai falar de Lua.
Vai falar de mente aberta.
Vai falar de testemunha.
Vai falar de documento.
Volta para a pergunta:
→ Cadê a prova?
VEREDITO
O fio pode ser divertido.
Pode ser nostálgico.
Pode ser bem montado.
Pode ser cheio de informação.
Pode até servir como material cultural.
Mas como prova?
Não fecha.
O caso Varginha é um mito brasileiro poderoso.
É folclore moderno.
É memória de TV.
É bonequinho verde.
É cidade vendendo identidade.
É ufologia tentando parecer ciência.
É internet transformando lacuna em certeza.
Mas, até agora, não é prova de visita alienígena.
E a diferença entre uma pessoa curiosa e uma pessoa capturada por culto é simples:
A pessoa curiosa diz:
→ “Não sei. Vamos investigar.”
A pessoa capturada diz:
→ “Eu sei. Só falta você acordar.”
E é aí que mora o problema.
Porque quem diz “só falta você acordar” geralmente está vendendo sonho.
ISTO é DRAMÁTICO! A quantidade de gente analfabeta, quebrada na vida, doente mental, criança, gente louca, gente triste e super influenciável... e "acreditar" nisto é uma tentativa clara de criar caos, destruição, mentir, ILUDIR os seres humanos, quem faz isto não respeita o próximo, procura clickbait, atenção, monetização, culto, modinha, perversidade em destruir o bem comum: o civismo em viver em sociedade.